Treinar em jejum: riscos e benefícios

Hoje vou falar sobre um assunto polêmico no mundo da atividade física: o treinamento em jejum. Muitas pessoas têm o hábito de treinar antes mesmo de tomar um bom café da manhã. Essa prática traz alguns riscos, porém um benefício considerável: maior perda de gordura. A pergunta é: será que o benefício compensa os riscos?

Segundo pesquisas na área de nutrição e treinamento esportivo, treinar em jejum promove uma queima de gordura ao redor de 20% a mais que o treinamento em condições normais de alimentação. Isso ocorre porque no jejum o corpo está com baixas reservas energéticas, e a prática de atividade física nesse estado faz com que o corpo busque a energia para realizar os movimentos nas reservas de gordura do nosso organismo. Dessa forma, ocorre essa queima maior de gorduras. Mas e os efeitos colaterais? o que dizer sobre eles?

É sabido que treinar em jejum provoca diminuição de açúcares na corrente sanguínea, o que pode levar a um quadro de hipoglicemia. Estudos mostram que, quando em jejum prolongado, os níveis de glicemia são reduzidos significativamente 30 minutos após o início da atividade física. Além disso, o treinamento em jejum pode provocar enjoos e desmaios, além de diminuir significativamente a performance, pois o indivíduo não terá o combustível necessário para realizar a atividade.

Na minha opinião, o benefício não vale o risco. É preferível o praticante regular a sua alimentação e realizar um treino adequado ao seu objetivo do que arriscar treinar em jejum e diminuir sua performance. Agora se você pretende experimentar, tome alguns cuidados: realize um treino mais curto, faça exercícios que não cheguem ao seu limite físico, e o mais importante, interrompa o treino imediatamente se sentir mal-estar. Lembre-se: a sua saúde é mais importante do que a sua aparência!

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